domingo, 11 de novembro de 2012

Carta



http://weheartit.com/entry/42545602/via/funky_monkey


Andando em uma estrada de terra, sozinho em um dia ensolarado e árido, encontrei uma carta com o seguinte texto:

 “Ontem eu disse 'de fato, a vida não é tão boa quanto se espera'.
Pois bem, quando você assina embaixo e crê piamente que fez o melhor possível,
comete o erro de não reconhecer que pode (a qualquer momento) precisar (por algum motivo),
voltar atrás e reescrever algumas páginas.
Tem quem diga que 'você não volta atrás, mas escreve novas e substitui as antigas'. enfim.
Eu já escrevi várias paginas nessa vida.. diante de alguma necessidade tenho certeza que escreveria
a mesma coisa em muitas delas...
(não necessariamente por terem sido boas, mas.. por terem sido justas).
Ontem eu assinei embaixo.
E cometi o erro.
Eu esqueci que não sou o único responsável por meu destino.
As pessoas são vitimas de uma 'constante consciência cega'
a qual chamam de 'vida', porém não comandam tal constante sozinhas.
Pessoas dependem de pessoas.
Mentes dependem de mentes.
Resultados dependem de opiniões.
Pois bem, hoje eu voltei atrás e corrigi algumas páginas.
Você me ajudou.
Possivelmente dependo do seu sorriso.
e hoje eu digo,
'de fato, a vida é mais interessante do que se imagina'"

Sei que não foi escrita para mim...
Ninguém sabe, salvo o autor, para quem foi escrita...
talvez para ninguém.. talvez para todo mundo... talvez para 'algo'...

Não sou o autor.. o autor é o mundo..
Autor do mundo.

post by: Lisergia em Forma de Texto. Everton Loffi. 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Quando criatividade e tecnologia se encontram, projetos incríveis acontecem.

Pessoal, é o seguinte, estou participando do Google Creative Sandbox Brief, como o Caixa Eletrônico Inteligente (Já se perguntou como um deficiente utiliza os Caixas Eletrônicos de sua cidade? E se caso algum funcionário do estabelecimento não estiver por lá, quem poderia ajudá-lo? Ou ainda, o que você faria sem a ajuda de ninguém? O Caixa Eletrônico Inteligente é destinado para pessoas portadoras de deficiência (auditiva, visual ou de locomoção),e não portadores de deficiência.) e o voto popular conta muito, agradeço quem puder ajudar!
- Se você já tem uma conta no google, é só logar com ela, e clicar no +1
   http://www.creativesandbox.com.br/ideia/332077/Caixa_Eletr%C3%B4nico_Inteligente

AGRADEÇO A AJUDA!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Nada que fizesse poderia mudar o mundo


http://weheartit.com/entry/32906930

*Tock, Tock*
A porta foi se abrindo lentamente, e um vulto apareceu, Marie não conseguia identificar quem era devido sua visão ofuscada.
-  Marie, levante, está na hora de ir para escola. – disse a mãe empurrando Marie da cama.
- Já vou levantar, me dê apenas um tempo. – respondeu.
- Está bem, mas ande logo!
- Certo.
A mãe fechou a porta, Marie se virou na cama, e começou a encarar o teto, mesmo não conseguindo identificar nada. Seria mais um dia normal na sua vida, nada iria mudar, iria à escola, prestaria atenção nas aulas, evitaria o máximo o contato com os ‘colegas de classe’, ela não se importava de seguir a mesma rotina todos os dias, só ficava cansada de ver os mesmos rostos e os dizeres da mãe que há atormentavam todo dia de noite – “Você não faz nada para me ajudar” – e o que ela poderia fazer, era apenas uma garota em busca de reconhecer que não tinha futuro na vida, e que nada que fizesse poderia mudar o mundo.
Decidiu se levantar, despiu-se e começou a revirar o quarto em busca dos trajes escolares, quando finalmente os encontrou, perdera a força de vontade de ir para aquela instituição de ensino, queria ficar o dia inteiro na cama. Mas, já que sua mãe iria atormentá-la em casa o dia inteiro, ela não tinha opção. Pegou sua mochila que estava jogada na cama, verificou o material e saiu do quarto, nem se preocupou em arrumar o cabelo, isso não fazia a menor diferença, tudo o que ela queria era evitar o máximo se encaixar na sociedade.
Ao chegar à escola, desviou-se o máximo dos garotos e garotas que a encaravam comentando sobre sua aparência, decidiu parar um pouco e escutar, apenas ouvia: “Olhe o cabelo dela” e “O que essa aberação faz aqui?”, é claro que isso tinha algum significado para Marie, isso ajudava a evitar contato com qualquer outro indivíduo.
Estava sentada na sala de aula, esperando a chegada do professor, quando decidiu pensar um pouco sobre seu futuro, e se realmente ela não causaria impacto nele. Mas, nunca encontrava uma resposta, ela não era burra, tinha conhecimento de vários assuntos, mas por mais que ela os admirasse eles não tinham fundamento nenhum na sociedade, estudar o poder cerebral de alguém nunca iria virar uma profissão. Respirou fundo, olhou para o lado, e começou a admirar a paisagem que a sala de aula proporcionava. Havia uma janela ali e era perfeita para alguém que não queria saber de nada.
Durante a aula, vários alunos começaram a perturbá-la, começaram com papéis percorrendo a sala de aula sobre sua aparência, ela não ligou, mas, no momento que começaram a jogar objetos nela, ela se irritou, e saiu da sala, devido ser menor de idade o professor a questionou antes de seu retiro, ela apenas o fixou no olhar e disse:
- Se o senhor não consegue controlar o comportamento de seus próprios alunos durante as aulas, então não me controle.
Todos ficaram quietos. Marie estava vermelha, quase explodindo de raiva, e se retirou da sala. Seguiu em direção ao banheiro e começou a bater no que via em sua frente, estava muito nervosa, durante a vida aguentou todos aqueles vermes falando dela, falando sobre sua aparência, sendo que eles mesmos eram os piores seres que existiam na face da terra, algumas meninas sonhavam tão alto que só sabiam dar a genitálias para qualquer um que aparecesse na sua frente, em uma tentativa frustrada de arrancar algum bem de valor do rapaz.
Marie sentou no chão do banheiro, começou a pensar, que talvez a sua meta nesse planeta seja eliminar todos aqueles que não tenham o que oferecer a ele, incluindo si mesma.
No intervalo, sentou-se num corredor da escola, geralmente frequentado pelos mais populares da escola. Começou a observar o movimento, mexeu na sua bolsa, e pegou algo que havia preparado para eles, era uma bomba de gás, não causaria danos, apenas faria com que tivessem dores terríveis nos olhos, o que faria com que eles rolassem devido à dor, talvez alguns pudessem contrair sequelas depois disso. Já que era crime o porte de arma em uma escola, ela se levantou, armou um relógio na bomba de gás, deixou a bolsa no chão, e foi andando em direção a sala de aula.
A vista da janela a chamava cada vez mais, abriu o enorme vidro, sentou na beirada, e só consegui ouvir a voz do professor:
- O que está fazendo Marie? Saia daí imediatamente.
Como resposta ela apenas sorriu, e se jogou do 6° andar. “Com um impulso que durou um átimo, eu caí em queda livre, e enquanto caía, o aperto no coração foi sumindo, e só pela liberdade da queda, aquela ação já tinha valido a pena” era o que pensava, quando estava no chão, com a perna quebrada. O último som que ouviu, foi o alarme da escola, alertando sobre fumaça, a bomba havia funcionado. Em seguida, fechou seus olhos, com um belo sorriso no rosto.

122ª Edição Conto/História®:
Tema: "Com um impulso que durou um átimo, eu caí em queda livre, e enquanto caía, o aperto no coração foi sumindo, e só pela liberdade da queda, aquela ação já tinha valido a pena."

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A Lenda de Korra

  
http://weheartit.com/entry/31522469
   Para os fãs de Avatar: A lenda de Aang fica a dica a Lenda de Korra, é uma continuação do antigo avatar, só que dessa vez a jovem Korra já domina boa parte dos elementos (fogo, ar, terra), tendo uma incrível dificuldade com o elemento Ar, que deacordo com o filho do Aang, é sempre mais complicado o avatar aprender a técnica contrária a sua personalidade. E de fato, isso se percebe nos primeiros episódios do anime, Korra não tem paciência.
    Bem, minha opinião sobre esta continuação, é que nos primeiros episódios você fica alegre, e dá risadas, só que a história fica um pouco previsível, quando Korra vai para a cidade da república aprender dominação do ar e conhece Mako e Bolin, e acaba gostando do Mako. 
    Enfim, vale a pena assistir, mas vale lembrar que é outro avatar, aquela emoção toda que se tinha com o  Aang é meio que abandonada na primeira temporada de Korra (se é que vai ter mais temporadas, porque na primeira, parece que tudo já termina), vale a pena porquê é interessante saber o que aconteceu com o Aang, Soka, Katara, e com a Toph. Tirando ainda a dominação de sangue, que parece o único assunto que conseguiram botar no final, já que a identidade do inimigo da cidade da república foi descoberto.
   Creio que a opinião mude de acordo com a pessoa, eu gostei, mas creio que poderia ser melhor.

http://weheartit.com/entry/31632918#


http://weheartit.com/entry/31222368

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Como todo pai que sabe quando está na hora do filho crescer, o tempo não se conteve


http://weheartit.com/entry/30982507

    Em meio aos devaneios da mente, Julie olhava para as planilhas jogadas na mesa, precisava o mais depressa possível terminar o serviço e ir para casa cuidar dos filhos, isso, se o seu querido chefe a liberasse mais cedo. Mas, ela não tirava da mente o encontro que tivera com o seu ex-namorado na noite passada, Richard, continuava o mesmo, alto e moreno, sorrindo sempre que podia para não mostrar as suas fraquezas, os dois se conheceram quando eram jovens, quando ela era apenas uma garota ela esperava o mundo, o via como uma linda porta aberta que os aceitaria mesmo em meio aos problemas.
    Como toda criança a espera de um doce, eles não esperaram o tempo, não queriam saber da escola, de ter um emprego, ou qualquer coisa que poderia significar responsabilidade, mediante a isto, viviam a base do velho ditado “drogas, sexo & rock n’ roll” e como todo pai que sabe quando está na hora do filho crescer, o tempo não se conteve, e deu a Julie o doce prazer de ter em si uma semente implantada, de ter um pequeno ser dentro de si, mas, isso não queria dizer que ambos levantariam a cabeça e tomariam a situação como adultos, ainda eram crianças, não sabiam o que era responsabilidade, nem como lidar com aquilo, a primeira solução que encontraram foi o aborto, mas sem dinheiro, a solução estava perdida, as drogas já não adiantavam, pois a criança poderia nascer do mesmo modo, só que com uma pequena diferença das outras, e isso, apenas significava para eles, mais responsabilidade.
     Desesperados, Julie percebeu que tudo a sua volta mudou rápido demais, queria retomar ao passado, mas já era tarde. As semanas se passaram e com isso Richard prometera arranjar um emprego e trazer paz a futura família, como qualquer mulher, Julie se iludiu pelo brilho da paixão e não percebera que Richard estava tomando tempo para ir embora, e se divertir do modo que queria.
     E o tempo, passou rápido demais, Julie se via abandonada vivendo na casa de uma companheira de festas, mas, sua companheira perdia rápido a paciência e não via a hora daquele projeto de grávida ir embora de sua casa. Tomada pela dor, e pela falta de atendimento médico, Julie perdera o bebê.  
     Julie retomara a consciência com o bater do chefe no vidro de sua sala, ela sorriu e continuou seu trabalho, após lembrar-se de tudo aquilo, ela agradecera por ter encontrado em meio aquele desespero um homem que a acolhera em sua casa, Steve, que a tratou como uma filha até seus trinta anos.
    Steve acolheu Julie ao vê-la em um bar, cheia de maquiagem velha, chorando em um canto, mendigando por alguns trocados, Steve estava acostumado a ver mulheres desse modo lá, mas, viu algo em Julie que jamais vira em alguém, era um brilho, um brilho no olhar que mostrava o quanto era guerreira, e que enfrentaria o mundo para continuar em pé. Como homem de negócios, reconhecia bem uma futura empresária quando via uma, sua única escolha foi falar com a jovem sobre a sua casa, e como ela poderia ficar lá, e como iria providenciar do tudo e do melhor. Sem escolhas, ela aceitara o convite.
     Se não fosse por Steve, Julie poderia estar pedindo esmola na rua até que seus pés se tornassem grandes bolhas de sangue, e que seu corpo não aguentasse a falta de alimento. Mas, diferente do que Steve pensava Julie não queria tomar conta de nada, considerava que o mundo já tinha a dado uma segunda oportunidade, e dessa vez, ela não queria assumir nenhuma responsabilidade, preferia outra pessoa mandando nela, a imaginar que o mundo fosse uma linda porta aberta, que a acolheria. 



125ª Edição Musical
Tema: Quando ela era apenas uma garota ela esperava o mundo  ♪ (Paradise - Coldplay)

sábado, 16 de junho de 2012

Viver a vida a cada momento

http://weheartit.com/entry/30406060#
     

    Ketylin passava a maior parte de sua vida imaginando como o dia seguinte poderia ser, pegava um pequeno pedaço de papel e anotava tudo o que poderia fazer, ficava quieta na janela imaginando como que todos que passavam ali podiam estar tão felizes, tristes, preocupados, se a cada dia ela imaginava algo diferente para fazer, não pensava em desperdiçar sua vida com contratempos ou pessoas que a atrapalhariam na descoberta de si mesma.
    Pegou o seu pequeno pedaço de papel e o grudou na geladeira, pensou “amanhã será um dia e tanto”, sentou-se um pouco na cadeira da cozinha, olhando para suas marionetes que a acompanhavam em sua casa, apesar da grande vontade de viver a vida, Ketylin nunca se importou com quem a acompanharia nesta jornada, já tinha passado dos trinta anos, mas não ligava, sempre que um rapaz resolvia aparecer e tentar algo, ela sempre o despistava, “homens nunca vão servir para nada, apenas para tentar arrancar algo triste de dentro de mim, e eu não sou assim” era o que sempre se passava em sua cabeça, ao ver casais felizes correndo por ai.  Pegou uma xícara de café e resolveu esfriar um pouco a cabeça, parar de pensar no passado, e sim, no que estaria por vir, logo após, escovou os dentes e deitou-se na cama.
     Na manhã seguinte, fez suas malas e as pôs no carro, respirou fundo, olhou novamente seu pequeno pedaço de papel e sua primeira passagem seria correr um quarteirão inteiro sem parar, ela estava lutando para manter o corpo e tinha se cansado das dietas que mais a atrapalhavam do que ajudavam.
     Enquanto estava presa no transito, olhou para o lado e viu alguns velhos amigos andando juntos, alguns estavam de mãos dadas, pareciam bem felizes, “o que será que estão a fazer da vida?” pensou. De repente seu coração começou a bater muito rápido, aquela sensação que só sentira algumas vezes, quando ainda estava indecisa do que fazer da vida, quis chorar e gritar, então parou seu carro em uma vaga próxima, saltou de lá de dentro, não se segurou, precisava de um abraço amigo, precisava contar e saber novidades dos amigos, precisava da presença deles de novo, ela não aguentava mais a vida solitária que escolhera ao abandonar o passado, mas queria amadurecer esquecendo de todos e de tudo, pois, ela sabia que sempre podia cair ao ver alguém que gostara a muito tempo, sem nunca ter dito alguma palavra.
      O seu reencontro foi incrível, uma moça morena com um belo sorriso, que alegrava o coração de qualquer uma foi a primeira a acolhê-la, Ketylin a abraçou com tanta força que não queria mais soltá-la, quando a soltou viu, todas aquelas faces sorrindo, ela não se conteve, precisava tanto daquele momento como mais ninguém.
      Mas, mesmo sendo o tempo o curador de todas as feridas, Ketylin se enchia de raiva ao lembrar-se de como tinha sido cruel ao se afastar de todos eles, se pôs em lágrimas a pedir perdão, mas notava, que tudo aquilo que acontecia, apenas acontecia em sua mente, ainda estava presa no trânsito, sendo despertada por uma buzina de algum rapaz revoltado por Ketylin não se adiantar e prosseguir seu caminho. Enxugou as lágrimas e continuou teu caminho, ela ainda teria muitos desencontros deste tipo, mas não era o momento para se sentir fraca e parar tudo, resolveu continuar com a sua vida, até porque, nenhum de teus amigos resolveu procurá-la e não seria ela que faria isso.
      Ela não sabia se encontraria um conforto no coração algum dia, mas era melhor desse jeito, pessoas vem e vão como o vento, e há ainda centenas delas para se conhecer, Ketylin seguiu caminho para a passarela, para liberar um pouco de endorfina, e seguir caminho para Madri. A partir daí, ela começaria, novamente uma nova vida.
     Não há como saber o que aconteceu com Ketylin, talvez tenha morrido solteira e feliz, talvez tenha encontrado um amor..... Sua vida se baseou em um talvez.