sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Um simples restaurante. Julgando aos outros.

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Meu nome é Adriano, começo o meu dia como todos os outros, acordo com uma camiseta velha, ás vezes de bermuda, sem elas, para mim não faz diferença, desde que eu esteja bem comigo mesmo. Mas, hoje, diferente dos outros dias, estou com vontade de comer fora, não estou com a mínima vontade de vestir aquelas roupas formais que tenho em meu guarda-roupa, talvez eu vista a primeira roupa que encontrar talvez eu jogue todas no chão e procure pela a que chama menos atenção, talvez eu apenas diga que vou sair e continue aqui, nessa cama, olhando a janela do meu quarto, esperando que o prédio da frente venha a cair para que meu dia tenha um pouco de movimento.
Decidi, vou ir jantar mesmo, são quase oito horas da noite, e ainda preciso tomar um banho. Tudo pronto. Peguei a primeira roupa que me veio a cabeça, peguei a que me faz lembrar ela, a que me faz me sentir bem, pois foi com esta roupa que algumas coisas incríveis aconteceram, lembranças veem a tona, o que eu posso fazer? Preciso colocar meus sapatos, mas quais?, optei por colocar meu velho All Star sujo.
Agora, é escolher qual restaurante vou jantar. Sentei no banco de meu carro, coloquei a mão no volante, poxa quanto tempo faz que eu não dirijo, tive uma ideia, entrarei no primeiro restaurante que encontrar no quarteirão.
É um restaurante da High Society, mas eu não me importo daqui uns dias irei voltar aqui. Andei alguns metros até a recepção, o lugar estava repleto de enfeites de natal e luzinhas que prendiam a atenção e faziam com que eu pensasse em nada, dei uma olhada nos casais que estavam a minha frente, todos muito bem vestidos, uma moça estava acompanhada de um homem mais velho, talvez, seu pai; ela virou-se um pouco para trás, me olhou dos pés a cabeça, fez uma cara de nojo e segurou mais forte o braço do homem, talvez ela achasse que eu fosse roubá-la. Tonta, foi o que passou na minha cabeça quando ela me olhou com aquela cara. 
Bem, agora era minha vez de ser recepcionado pela moça que estava atrás de um "altar de madeira" me olhava pior do que todos os outros casais, talvez ela desejasse que eu fosse embora logo, para que ela pudesse desinfetar cada canto que eu encostasse, fiquei pasmo com esta recepção, apenas disse a moça que queria um bom lugar, e ela nem sequer olhou para mim, apenas disse "a mesa é por ali, apenas entre nessa sala e procure um lugar vazio.", eu apenas a obedeci, fiz um gesto de agradecimento, e procurei um lugar próximo a janela. Sentei-me. Percebi que imediatamente, a recepcionista corria para a cozinha, e falava algo do gênero: "Hoje teremos mais uma pessoa para ajudar vocês a lavarem os pratos."
O garçom com toda formalidade, me olhou como uma pessoa qualquer, pois ele sabia que eram essas pessoas que pagavam teu salário, diferente da recepcionista. Ele perguntou o que eu queria, apenas pedi um prato simples, e uma boa garrafa de vinho. Enquanto ele se retirava para avisar ao chefe, fiquei observando a forma que a recepcionista tratava os clientes que pareciam dotados de dinheiro, ela simplesmente sorria, elogiava um colar ou outro de uma dama, acompanhava eles até a mesa, fiquei pasmo, como uma pessoa pode ser capaz de achar que atitudes assim podem levá-la a algum lugar? 
O meu pedido chegou, agradeci ao garçom e dei a ele algumas gorjetas, comecei a comer. O rapaz jovem de terno voltou, e perguntou se eu queria algo mais, olhei para ele, e perguntei: "Porque não age da forma que tua colega age? Porque não me trata de forma diferente?", ele sorriu, e apenas disse: "Sei que como todos os outros se está neste estabelecimento é porque o senhor pode pagar, ou simplesmente, gosta da comida, mas não deixa de ser como todos os outros, quando não estou trabalhando, não gosto de vir aqui, porque eu sei que este lugar não é para mim, eu como em outros lugares, nem que seja uma lanchonete, mas é porque eu gosto de ver como as pessoas não ligam para a forma que eu me visto, ou se sou o garçom de um restaurante, é por isso que eu trato os outros da forma que quero ser tratado". Antes que ele se retirasse pedi a conta, ele a trouxe, e fui embora.
Bem, voltei a minha casa, deitei na minha cama e dormi. Passou-se uma semana desde minha ida aquele restaurante, hoje era o dia de voltar lá, não que eu quisesse, mas era meu dever. Tomei um banho, coloquei meu terno, meus sapatos caros, e estava na hora de ir. 
Como de esperado, as pessoas não olhavam para mim, nem comentavam nada, a recepcionista me recebeu com um sorriso enorme, olhava nos meus olhos, e me acompanhou até minha mesa, disse que estava ás ordens, eu agradeci. O jovem garçom apareceu, e comentou que eu havia mudado meu trajado, deixou o cardápio à disposição e foi atender outra mesa. Pedi a comida mais cara. Peguei o bloco que estava no bolso de meu casaco, e comecei a escrever, o garçom retornou a mesa e perguntou se estava tudo bem, eu disse que sim, e pedi a conta. Paguei, e ao passar perto da recepcionista, ela sorriu e disse: "Volte sempre!", eu olhei para ela, coloquei meu bloco sobre o lugar que ela anotava lugares reservados, e terminei meu texto, e pedi para que ela lesse o final: "Bem, hoje termino a minha jornada pelos restaurantes ao redor de minha casa, e percebi que não é a personalidade do estabelecimento que o faz grandioso ou bonito e sim as pessoas, há algumas semanas atrás vim jantar no Pallace e fui recebido da pior forma possível pela recepcionista, percebi que restaurantes não são feitos ou movidos pelas pessoas que nos atendem, mas por quem tem o carinho de nos receber, como os garçons, e os cozinheiros que apenas fazem seu trabalho sem olhar quem vai chegar ou se retirar. Admito que esta foi uma experiência e tanto, pois a recepcionista jamais poderia imaginar, que o rapaz que se trajava como qualquer outro em uma noite qualquer, poderia voltar, mas exercendo sua profissão, a de crítico." Ela olhou para mim, ficou pasma, eu apenas peguei meu bloco, e disse que talvez ela fosse precisar arrumar um novo currículo, e assim, terminei a minha noite.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Escolha de carreira, seguir uma profissão.

É bem estranho isso, não é mesmo? Milhares de pessoas aparecem e te jogam a perguntar "O que você quer ser? Qual profissão vai fazer?", o problema é responder a essa questão e tomar dessa resposta o seu guiador, então, você percebe que não é tão fácil assim, que você precisar passar por uma série de exames, de provas, e percebe que, alguns dos melhores 'pensadores' do mundo, jamais pensaram em fazer uma faculdade, prestar uma prova, ou até mesmo continuar a escola.
O problema é que sinônimo de faculdade hoje em dia, virou um conceito de que a pessoa realmente sabe o que ela cursou, sendo que o verdadeiro sentido é outro. Fiz um curso técnico a pouco tempo, e vi que na reta final do curso ainda haviam dezenas de leigos no assunto, e por acaso, alguns deles deixou de ser reconhecido como técnico em informática? Não. Eles ganharam o mesmo prestígio que alguém que passou a tarde inteira estudando para fazer uma prova ou outra de determinada matéria, terminaram da mesma forma, mas a diferença se encontra no mercado profissional, mas, a verdade é que não, se um desses leigos tiver conversa, ele convence rapidamente um individuo da sua capacidade, mesmo que, esteja errado.
O problema começa quando você percebe que, o pensamento inicial de profissão vai embora, por falta de competência, exigências e habilidades que façam com que o mesmo possa se tornar real. Quero dizer, não se pode pedir a um jovem que comece a querer tomar rumo em sua vida sendo que ele tem apenas 1 ou 2 meses antes da prova, e sim que se peça ao jovem e o apoie desde o começo para realizar todas as exigências que são necessárias nesse mundo, para que um indivíduo seja considerado indivíduo.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A arte de não conseguir por si só, atingir seus objetivos e fazer deles o certo.

Janela


Havia uma casa, havia uma janela, uma janela de vidro que protegia uma pessoa das coisas do mundo lá fora, coisas que à atormentavam...
O tempo passava e tanto a pessoa quanto a pobre janela sabiam que algumas coisas não eram possíveis de se impedir...
Planos, angústias, ambições, repressões...
Existem coisas que passam pelas janelas...
São coisas da alma, do coração...
As vezes são boas, boas para quem sente, boas para todos...
Algumas não. Simplesmente não são boas para ninguém.
Mas a pobre janela continuava lá... fechada, acreditando estar protegendo quem estava inseguro dentro da grande casa.
Um dia, a tal janela foi aberta, e mesmo sem entender, permitiu que assim fosse...
A pessoa então saiu, encarou seus problemas, venceu alguns, perdeu para outros (normal)...
Tornou então suas ambições objetivos que serviram de impulso... Fez o que queria fazer...
Pisou em seus problemas.


Aí a pessoa abriu os olhos e percebeu que era apenas um sonho...
E a janela continuou fechada.

Everton Loffi - Lisergia em forma de texto