domingo, 11 de setembro de 2011

Itapira, 11 de Setembro de 2011.

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Querida,
Sei que por inúmeras vezes desligou o telefone na minha cara, me chamou de otário, dizia que não queria nada comigo, mas, eu não aguento, sempre que olho para o meu mural de fotos, veem a lembrança de quando éramos um casal, de quando ficávamos juntos.
Provavelmente deve ter rasgado a carta, quando viu de quem era, então não terei medo de me abrir, de dizer tudo o que ficou guardado na minha mente, tudo o que eu deveria ter feito, deveria ter dito, aliás, não deveria ter dito nada, só não poderia ter te deixado ir embora.
Eu fiz muitas coisas por você, lembra do dia que fomos a praia? E você me pediu para comprar um sorvete para você? E eu estava sem grana, mas você olhou com uma cara para mim, e eu sabia que precisava fazer isso, e comecei a mendigar em busca de dinheiro só para comprar o sorvete para você, lembra que eu cheguei a fingir que era cego? Usei seus óculos, roubei uma bengala que achei numa lanchonete, e depois de comprar o que você queria, o que você fez? Simplesmente pegou o sorvete, perguntou qual era o sabor, e o jogou fora. Você tem noção o que eu passei para comprar aquela droga?
Droga, se tiver algumas manchinhas aqui na folha, ignora, são lágrimas. Eu devia dizer muita coisa aqui, mas tudo sumiu da minha cabeça, sabe, às vezes eu só queria mesmo, poder te abraçar, te beijar, eu adorava a forma como você sorria, mesmo às vezes parecendo forçado demais, quero pegar nos teus cabelos, quero sentir teu corpo junto ao meu, por que, me responde, você me deixou? Tudo o que eu fiz não foi o suficiente?
O problema é que eu nunca vou entender as mulheres, algumas delas precisam tanto de um homem, mas quando acham um, o tratam tão mal, como se eles não significassem nada, nada mesmo. Lembro do dia que te conheci, você tinha largado do namorado, tava triste, e eu fui lá te consolar, era seu melhor amigo, até a gente começar a namorar, e eu perceber quem você realmente era, uma idiota, que não sabe valorizar porra nenhuma, mandava eu matar as aulas de física para ver você, e quando eu chegava na droga do lugar, você estava na janela do outro andar, rindo da minha cara, e depois, eu ficava sem jeito de explicar o que estava fazendo lá fora. Você me fez perder um ano inteiro. O pior de tudo não é isso, o pior de tudo era ouvir você dizer que gostava de mim, e depois quando eu te ligava para a gente sair, você vinha com uma desculpa qualquer, e eu descobri que essas desculpas significavam que você estava com outro cara.
O que me mata, é saber que eu fiz de tudo por você. De tudo mesmo. E quer saber...eu era um babaca, então pegue aquele maldito bilhete que deixou no armário da escola e engula, por que eu não vou ser otário de correr atrás de você, eu prefiro sofrer sozinho do que ser um pessoa cujo os sentimentos não são levados a sério, por um boneco que nunca terá coração.


com amor, 
Dereck.
ps: espero que nada mude entre nós.


59ª Edição Cartas®
Tema: Seu namorado é um banana!
Projeto Bloínquês.

Um comentário:

Gabi disse...

LIII adoro o que vc escreve
fiz um blog de novo se quiser ver q
http://tolaspralavras.blogspot.com/

bjs menina