terça-feira, 6 de setembro de 2011

Era mais uma garota confusa, enganada de seus sentimentos.

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Lisbeth com seus trinta e um anos, estava sentada num bar qualquer a espera de qualquer coisa, havia acabado de tingir o cabelo de roxo, ele cheirava a quilômetros, sabia muito bem que isso iria fazer com que os caras a deixassem em paz por um momento, mas sua estatura já a ajudava demais em relação a isso, lembrava sempre de quando estava na época de escola, e todos os meninos queriam brigar com ela, pois sabiam que iriam ganhar, e ela não era lá aquelas coisas.
Em meio a drinques de vodca, batida de vinho e um pouco de rum, começou a se sentir feliz, até por que, havia acabado de terminar um relacionamento e o que mais procurava era uma diversão, ou apenas sentar num lugar.
Quando percebeu, já estava em transe, não tinha consciência de suas atitudes, algumas meninas a olhavam, e Lisbeth correspondia, mostrava a língua e começava a requebrar como uma louca nos rapazes, como resposta as garotas acabavam por rir e ir embora. Lisbeth se sentia satisfeita por tirar algo que tiraram dela um dia. Um homem.
Começou a sentir seus pés doendo então resolveu sentar, deitou em umas daquelas almofadas que te engolem, e ficou ali, olhando as luzes do barzinho se movimentando, e começou a se sentir mal, e apenas ergueu a cabeça, e se perguntou que diabos estava fazendo da vida. Então fechou os olhos. Foi quando, sentiu uma cabeça tampando a luz, e apenas fez um gesto com a cara pedindo para que o indivíduo se retirasse. Ele não obedeceu.
Ela abriu os olhos, fez uma cara de que iria bater na pessoa que a estivesse incomodando, e o rapaz apenas a olhou e foi embora. Após algum tempo, ela estava tentando se lembrar daquele rosto, jurava que já o tinha visto, e assim ela pensou "Aquele olhar me pareceu familiar", foi então que o reconheceu, era o seu ex.
Num ataque, ela se levantou e começou a procurar por ele, por algum motivo ela o queria de volta, estava precisando de um abraço, de um carinho, de uma pessoa. Começou a correr em meio ao bar, olhando os banheiros, chegou até a pular o balcão e procurar pelo rapaz moreno que havia conquistado seu coração.
Sentia uma dor estranha no peito, como se algo fosse a fazer muito mal, fosse deixá-la pior. Deu conta de que estava no meio da dança de um casal, e ao colocar um de seus pés para trás, olhou adiante, e apenas viu uma mão segurando uma cintura, uma língua com outra, um rapaz alto, e lágrimas começaram a escorrer, ela apenas fugiu.
Era mais uma garota confusa, enganada de seus sentimentos.

82ª Edição Conto/História
Projeto Bloínquês.

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