terça-feira, 20 de setembro de 2011

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A voz não sente vontade de sair, o corpo de se movimentar, o cérebro exige atitudes, a mente tenta se abrir e acaba se fechando, o mundo tenta-te consolar mas só piora as coisas.
É, estresse interno. Tenho tanta vontade de abrir minha mente, engolir um livro, e que mandar tudo ir para o inferno, de deixar tudo acabar consigo mesmo, e dizer que a vida é uma só e eu não preciso disso, mas não funciona assim.
O auto conhecimento não interessa, as pesquisas que você faz diariamente em busca de respostas para algo não comprovado não fazem de você uma pessoa inteligente e dotada de sabedoria, te fazem apenas curioso e com sede de conhecimento. Eles querem saber de coisas que você aprendeu, e não importa se teve dificuldade ou não disto, você tem que dominar tudo, até os cálculos mais difíceis, os escritores mais conhecidos, as inúmeras fórmulas, e ter de escolher entre algumas alternativas um único resultado, não importa se você tem problemas para exatas ou humanas, você tem que dominar ambas, tem que ser flexível a algo, e um superdotado a mais pode passar você em questão de pontos, de virgulas, de textos, e até mesmo de facilidade.
Nunca fui dotada de sabedoria universal, sempre troquei nomes de historiadores, épocas de acontecimentos, mas isso me faz uma não inteligente? Não, isso apenas mostra que tenho conhecimento de algo, mas não totalmente profundo. E aqueles que não conseguem efetuar uma simples equação, como ficam? Apenas, se perdem entre números.
Claro, admiro os dotados de interesse por diversas áreas, mas acho irrelevante, você estudar ao longo de um período para utilizar uns dois ou três itens correspondidos a isto, e ainda, ter como concorrente alguém que nem necessite de muito estudo, por que sabe que vai ter um melhor desempenho com alguns pontinhos a mais em sua média.
Admito, sempre vou ficar perdida entre todos, sou uma mera balanceada que não tem total conhecimento de tudo, e que muito menos tenha capacidade de pensamento rápido, que apenas lê uma questão e sabe de cara a resposta, sou do tipo que passa uma semana em um exercício e mesmo assim, às vezes, não consegue resolver.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Uma senhora, uma velha história.

http://weheartit.com/entry/14742967


Olá, sei que é meio estranho e até idiota começar a escrever algo e dizer as minhas qualidades, bem me chamo Sofia tenho sessenta e dois anos de idade, sou daquelas pessoas bem chatas mesmo, pois sempre que alguém aparece em minha residência ou entra em algum tipo de contato comigo começo a relatar histórias de minha vida e chego até a esquecer do que estava falando, algo que para muitos é irritante, pois sou velha e ninguém quer saber das coisas que passei, mas sempre disse a eles: a voz da experiência é daqueles que viveram de tudo, e acredite sou dessas.
É estranho, mas estou sentada numa velha cadeira de palha, e ela faz um barulho irritante, como se fosse uma gata insinuando-se para um macho, chamando-o para procriação.
Pois bem, um dia esbarrei em uma cômoda e encontrei um bilhete no meio do livro que dizia... Desculpe onde estava mesmo? Pois é, esqueci de mencionar qual era o livro, é um velho livro que tenho guardado em meus pertences e espero carregar ele pelo resto da vida que me sobra, e se possível ter ele enterrado junto a mim, sabe por quê? Era nele que eu contava tudo de minha vida: meus namorados, quando fugi de casa, minha primeira relação amorosa, minha primeira noite usando drogas, e por assim vai.
Bem este pequeno pedaço de papel está aqui, entre minhas pernas, realmente, é um velho pedaço de papel, mas em perfeitas condições, sua cor é azul e nele há palavras contidas em diferentes cores. Eu amo este mero pedaço de papel.
Sabe, algo muito interessante aconteceu hoje, encontrei uma filha minha que há anos não via, ela tem trinta e dois anos, cabelos loiros, e olhos escuros, tem o rosto de uma criança, e quando percebo a educação que seu pai lhe deu sei que teve uma boa vida, acho que o meu marido a tirou de mim por que dava a ela má influência, mal completara seus treze anos, e eu estava falando sobre drogas, sobre sexo, e que não era para ela se preocupar se ela fosse lésbica, eu iria entender. Uma coisa que nunca compreendi é por que eu ainda estou casada, mas nem sequer vejo o homem com quem fiquei quase trinta e cinco anos.
Droga, sempre estou esquecendo onde parei, deixe-me ver se lembro interessante tem um pedaço de papel em meio as minhas pernas, deixe-me ver o que é. Eu me lembro bem dele, até hoje tem aquele cheirinho de infância, de adolescência, foi minha mãe que me deu, e com base nisso segui minha vida, mas não fiz conforme ele, pois deixava as coisas acontecerem no mesmo dia, acho que foi por isso que aprontei tanto.
Sinto meus olhos doendo, minha vista cansada, talvez eu tenha que abandonar mais um livro e deixá-lo em algum canto, que nunca mais irei encontrar. Vou-me despedindo de quem por ventura encontrar esta folha em meio a tantas, ou então que encontrar os outros e esse também.
Já me ia esquecendo, a frase era: "Deixe o melhor para o final, pessoas são curiosas. Minha querida."


                                                                                                                83ª edição conto/história

Tema: Encontrei um bilhete no meio do livro que dizia (...)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Mudança. Personalidade.

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Para dizer a verdade, jamais imaginei que as pessoas pudessem ser o que deixaram de ser a anos atrás, algumas passam por transformações constantes de cabelo, corpo, roupas, mas fico pasma ao ver aqueles que mudam de personalidade, de caráter, é claro, podemos mudar, mas deixar de ser algo que te fizeram ser? Sim, te fizeram ser algo que você nunca percebeu, as palavras que você diz, veem dos seus amigos, dos seus familiares, de blogs, de vídeos quaisquer, é claro, tratando-se apenas de palavras, de coisas que mudam e se acostumam com o meio.
Mas, o caráter de alguém é algo que deve ser preservado, é a essência de que uma pessoa existe, e nunca teve vergonha de ser o que é. Mudança, atitudes, isso não significa que sua vida seja algo diferente, e que você tenha que se adaptar para agradar uma minoria, temos um mundo ao nosso redor, temos pessoas, seres nascendo a cada minuto, a cada segundo, e nem por isso, precisamos dizer e falar o que eles querem ouvir.
O que me agrada, é o fora do comum, o que é contra os meus costumes, contra as minhas vontades, o que me evita, mas mesmo assim continua comigo, algo que me faz rir e mesmo assim chora, são pequenos detalhes que eu jamais gostaria de ver mudar.

domingo, 11 de setembro de 2011

Itapira, 11 de Setembro de 2011.

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Querida,
Sei que por inúmeras vezes desligou o telefone na minha cara, me chamou de otário, dizia que não queria nada comigo, mas, eu não aguento, sempre que olho para o meu mural de fotos, veem a lembrança de quando éramos um casal, de quando ficávamos juntos.
Provavelmente deve ter rasgado a carta, quando viu de quem era, então não terei medo de me abrir, de dizer tudo o que ficou guardado na minha mente, tudo o que eu deveria ter feito, deveria ter dito, aliás, não deveria ter dito nada, só não poderia ter te deixado ir embora.
Eu fiz muitas coisas por você, lembra do dia que fomos a praia? E você me pediu para comprar um sorvete para você? E eu estava sem grana, mas você olhou com uma cara para mim, e eu sabia que precisava fazer isso, e comecei a mendigar em busca de dinheiro só para comprar o sorvete para você, lembra que eu cheguei a fingir que era cego? Usei seus óculos, roubei uma bengala que achei numa lanchonete, e depois de comprar o que você queria, o que você fez? Simplesmente pegou o sorvete, perguntou qual era o sabor, e o jogou fora. Você tem noção o que eu passei para comprar aquela droga?
Droga, se tiver algumas manchinhas aqui na folha, ignora, são lágrimas. Eu devia dizer muita coisa aqui, mas tudo sumiu da minha cabeça, sabe, às vezes eu só queria mesmo, poder te abraçar, te beijar, eu adorava a forma como você sorria, mesmo às vezes parecendo forçado demais, quero pegar nos teus cabelos, quero sentir teu corpo junto ao meu, por que, me responde, você me deixou? Tudo o que eu fiz não foi o suficiente?
O problema é que eu nunca vou entender as mulheres, algumas delas precisam tanto de um homem, mas quando acham um, o tratam tão mal, como se eles não significassem nada, nada mesmo. Lembro do dia que te conheci, você tinha largado do namorado, tava triste, e eu fui lá te consolar, era seu melhor amigo, até a gente começar a namorar, e eu perceber quem você realmente era, uma idiota, que não sabe valorizar porra nenhuma, mandava eu matar as aulas de física para ver você, e quando eu chegava na droga do lugar, você estava na janela do outro andar, rindo da minha cara, e depois, eu ficava sem jeito de explicar o que estava fazendo lá fora. Você me fez perder um ano inteiro. O pior de tudo não é isso, o pior de tudo era ouvir você dizer que gostava de mim, e depois quando eu te ligava para a gente sair, você vinha com uma desculpa qualquer, e eu descobri que essas desculpas significavam que você estava com outro cara.
O que me mata, é saber que eu fiz de tudo por você. De tudo mesmo. E quer saber...eu era um babaca, então pegue aquele maldito bilhete que deixou no armário da escola e engula, por que eu não vou ser otário de correr atrás de você, eu prefiro sofrer sozinho do que ser um pessoa cujo os sentimentos não são levados a sério, por um boneco que nunca terá coração.


com amor, 
Dereck.
ps: espero que nada mude entre nós.


59ª Edição Cartas®
Tema: Seu namorado é um banana!
Projeto Bloínquês.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Era mais uma garota confusa, enganada de seus sentimentos.

http://weheartit.com/entry/14324535

Lisbeth com seus trinta e um anos, estava sentada num bar qualquer a espera de qualquer coisa, havia acabado de tingir o cabelo de roxo, ele cheirava a quilômetros, sabia muito bem que isso iria fazer com que os caras a deixassem em paz por um momento, mas sua estatura já a ajudava demais em relação a isso, lembrava sempre de quando estava na época de escola, e todos os meninos queriam brigar com ela, pois sabiam que iriam ganhar, e ela não era lá aquelas coisas.
Em meio a drinques de vodca, batida de vinho e um pouco de rum, começou a se sentir feliz, até por que, havia acabado de terminar um relacionamento e o que mais procurava era uma diversão, ou apenas sentar num lugar.
Quando percebeu, já estava em transe, não tinha consciência de suas atitudes, algumas meninas a olhavam, e Lisbeth correspondia, mostrava a língua e começava a requebrar como uma louca nos rapazes, como resposta as garotas acabavam por rir e ir embora. Lisbeth se sentia satisfeita por tirar algo que tiraram dela um dia. Um homem.
Começou a sentir seus pés doendo então resolveu sentar, deitou em umas daquelas almofadas que te engolem, e ficou ali, olhando as luzes do barzinho se movimentando, e começou a se sentir mal, e apenas ergueu a cabeça, e se perguntou que diabos estava fazendo da vida. Então fechou os olhos. Foi quando, sentiu uma cabeça tampando a luz, e apenas fez um gesto com a cara pedindo para que o indivíduo se retirasse. Ele não obedeceu.
Ela abriu os olhos, fez uma cara de que iria bater na pessoa que a estivesse incomodando, e o rapaz apenas a olhou e foi embora. Após algum tempo, ela estava tentando se lembrar daquele rosto, jurava que já o tinha visto, e assim ela pensou "Aquele olhar me pareceu familiar", foi então que o reconheceu, era o seu ex.
Num ataque, ela se levantou e começou a procurar por ele, por algum motivo ela o queria de volta, estava precisando de um abraço, de um carinho, de uma pessoa. Começou a correr em meio ao bar, olhando os banheiros, chegou até a pular o balcão e procurar pelo rapaz moreno que havia conquistado seu coração.
Sentia uma dor estranha no peito, como se algo fosse a fazer muito mal, fosse deixá-la pior. Deu conta de que estava no meio da dança de um casal, e ao colocar um de seus pés para trás, olhou adiante, e apenas viu uma mão segurando uma cintura, uma língua com outra, um rapaz alto, e lágrimas começaram a escorrer, ela apenas fugiu.
Era mais uma garota confusa, enganada de seus sentimentos.

82ª Edição Conto/História
Projeto Bloínquês.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O que é: Lisergia em forma de Texto.

Lisergia em forma de Texto é um espaço destinado a um amigo meu, o Everton, que gostaria de postar algo mensalmente, mas que não tivesse muito sentido, algo NO SENSE, então eu resolvi abrir esse espaço para ele, e a cada mês vocês irão ver um post dele, a coluna entitulada: Lisergia em forma de Texto.
Obrigada a todos que estão acompanhando o blog!

Lisergia em forma de Texto.

http://weheartit.com/entry/12063826


Bom, não sei se devo começar falando de átomos, de água, de cães, céu ou de potássio... Devo falar de tudo? ou nada? - Essa dúvida me acompanha sempre que começo a escrever algo - Seja o que for, a dúvida sempre está lá. Tem quem duvide de minha existência... -Eu por exemplo ¬¬.
Isso me lembra a história de uma menina que também escrevia, em um lugar qualquer onde o céu era roxo, sua existência questionável, o sol era maior do que estamos acostumados, segurava um papel que brilhava muito e ele, o papel, se balançava com o vento, mas ela insistia em segurá-lo para anotar o que queria, mesmo ela não sabendo exatamente o que escrever. Seria talvez uma carta de amor, para alguém que não a amava.
Contava as linhas.... mas as letras não... eram muitas.. não valia a pena... talvez algumas palavras.. lidas, relidas...Não havia borracha, as palavras deviam ser sinceras e concisas, por mais fácil que a teoria demonstrava ser, na prática, não era.
Mas o sol a observava, já faziam 40 períodos de tempo de seu planeta, e lá ficava ela.. escrevendo... -Há fé de que ela não esteja sozinha nesse espaço.
Quando haviam cerca de 40... 45 linhas... -Não lembro ao certo... eu estava no sol... eu me via, via ela, mas ela estava distante...
Ela parou, releu todo o conteúdo, e com um arrependimento daqueles em que amassamos e começamos de novo... ela... voltou a ser pó... Aí eu percebi que era apenas a natureza exercitando seus versos. -Dessa vez ela não jogou os textos mal feitos em nós.
Quando acontece algo, Bem ou Mal... Alguém ou Algo planejou isso.

Ficamos com o que é amassado e jogado fora, ou, ficamos com o que, de fato, ficou bom?
-A natureza não nos responderá...Não tão cedo... Não Aqui...


http://weheartit.com/entry/14325865


Oi, meu nome é Everton Loffi. Escreverei aqui todo mês.
Meus textos serão NO SENSE, sim, sem sentido para aqueles que pensam de maneira normal.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Se tiver erros me chute

http://weheartit.com/entry/13875586
 
Me procure, me ignore, se disfarce, não ligue. É tanta coisa, tanto trauma, tanta anestesia, tanta pressão, que fica impossível virar a cara e sorrir, fica impossível não sentir aquela dor de querer fazer algo novo, de querer mudar, e não poder, de ver um mundo indo contra você, e o pior de tudo, dizer que nunca irá dar certo.
Faculdade, cursos, carreira, emprego, o que tudo isso quer dizer? Seria essa a definição de sua vida? da minha? de todos? Artistas, criatividade, conhecimento, um papel diria, realmente, o que você fez e deixou de fazer?, e ainda provar quem você é?.
Jamais irei entender, o que toda essa sociedade quer.