domingo, 3 de julho de 2011

Apenas mais um gole.



“Meu estômago está dando voltas e voltas, Joe...foi o que eu pensei em dizer, mas as palavras mau saiam da minha boca, eu mal conseguia me mexer, tanto que foi Joe que me trouxe até em casa.
Eu apenas pude sentir os batimentos de seu coração e ver os movimentos de sua boca, talvez estivesse me dando algum sermão, ou apenas estava pensando em voz alta, bem eu não me importo, mas preciso logo me deitar.
- Joe me coloque logo na minha cama! – foi à única palavra que pude dizer a ele, que saiu com tal entonação que o seu rosto fez um gesto assustado, mas delicado, era estranho ver ele com aquela cara.
- Calma Emanuele estamos chegando. Não se esforce eu sei que você não está bem.
Com total delicadeza eu pude sentir os seus braços envolvendo o meu corpo, as suas delicadas mãos me deixando suavemente na cama, pude sentir cada fio do meu cabelo encostando-se na cama, minha cabeça deitando delicadamente, e relaxando sobre o travesseiro. Era a melhor sensação que poderia sentir aquele momento, uma mistura de carinho, amor, enjôo, e ternura. Eu amei esta sensação por um bom tempo, e amei, a forma como ele segurou a minha mão.
- Obrigada Joe, nunca pensei que um dia seria tão carinhoso comigo. – nesse momento um sorriso idiota veio de encontro ao meu rosto, e eu não aguentei, eu tive que mostrar a ele, o quanto estava feliz.
- Invente de beber de novo, e eu nunca mais vou te buscar naquele bar. – ele riu.
- Não estava bebendo seu idiota, só estava relaxando a cabeça.
Joe simplesmente ficou cabisbaixo, ele sabia que não iria adiantar de nada os seus sermões, ele me conhecia mais do que ninguém, me conhecia mais do que minhas amigas, mais do que meu marido, mais do que qualquer um que estivesse presente na minha vida.
- Logo mais, preciso ir embora.
Estas palavras doíam mais do que qualquer outra, ele não podia me deixar sozinha em casa, meu homem estava trabalhando, ele precisava ficar comigo. Num impulso, a única coisa que  consegui fazer foi puxá-lo até a cama, e pedir para que fica-se mais, e assim, encostei a cabeça sob o seu peito, e agradeci por ele ter cuidado de mim.
- Eu sempre vou estar aqui, Irmã. - a última palavra que ouvi dele.”  

26ª Edição Roteiro - Bloínquês.

2 comentários:

Letícia R. disse...

Oin, deve ser tão bom ter um irmão pra cuidar da gente ><

Lií disse...

*-* realmente é muito bom.