domingo, 20 de março de 2011

Nota da autora.

Queridos leitores, como podem perceber de um tempos para cá deixei de postar muito. Mas, não por que ando abandonando o blog, e sim, por que ando sem tempo. Alguns posts são da minha participação ao projeto bloínquês (alguns temas que me fazem querer postar).
Ando sem tempo, por causa do meu técnico em informática, agora está uma correria para fazer meu TCC ( trabalho de conclusão de curso ), no começo eu pensei que não ia dar tanto trabalho, mas agora, percebo que precisaria de mais tempo para terminar ele, é claro, que tenho mais uns 3 meses para entrega e apresentação dele.
Bem, leitores é isso. Não sei quantas pessoas chegam a ler isto aqui, mas aos que lêem, peço desculpas por não estar sempre presente.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Querido(a) Desconhecido(a)


http://weheartit.com/entry/7842417
      
Leia:

     "Olá, não sei como vou começar a relatar algumas das minhas prováveis ultimas palavras, mas tentarei ao máximo me esforçar e quero que leia este pequeno trecho até o final.
     Meu nome é Jacqueline, tenho dezesseis anos de idade, e estava na escola, quando comecei a sentir um imenso tremor, um alerta se alastrou pela cidade, era um terremoto. Isso, eu acho que você já sabe, a maioria dos meios de comunicação devem estar relatando o ocorrido aqui no Japão. Não poderei dizer a você como é passar por algo assim, e sentir a dor da perda, e a felicidade de estar viva. Mas, o que mais me deixa triste, é ver que mais uma vez, fomos vitimas de uma catástrofe, o pior de tudo, não foi sofrer o terremoto e até mesmo a tsunami, o pior foi reviver algo, do passado, reviver a sensação de estar sentindo os impactos da radiação. Infelizmente, falhamos um pouco, em deixar isso acontecer, talvez não estivéssemos tão preparados assim. O estranho de tudo, é que não estou pensando tanto no presente, estou imaginando como vai ser o futuro, como será que tudo isso vai acabar. Certo eu sobrevivi, outras pessoas sobreviveram, tiveram a sensação de se esconder em algum lugar e pedir imensamente para que tudo termine bem e que nenhuma pessoa querida morresse, mas nada é como a gente quer, perdi milhares de amigos meus, perdi professores, perdi pessoas importantes, mas, eu estou tentando seguir em diante... Estou tentando.
      Está um pouco tarde, e o cheiro de pó, água e restos não saem do meu nariz, isso até me irrita um pouco, estou em um abrigo, cercada por pessoas conhecidas e desconhecidas, alguns estão imensamente tristes, outros já estão erguendo a cabeça para continuar a vida, eu já sou uma exceção, estou imaginando o que vai acontecer com cada um de nós daqui para frente, até por que temos que dormir em abrigos, sendo que tínhamos nossas casas, que se foram junto com a cidade.
      Quero agradecer por ter lido isso, realmente, pode parecer um pouco idiota e tudo mais, mas encontrei esse pedaço de papel junto de uns guardanapos e resolvi escrever, que é uma das minhas paixões.  É isso, e já que você encontrou este pequeno pedaço de papel, que tal tentar me encontrar?
      Ia me esquecendo de dizer uma coisa, apesar de ter apenas dezesseis anos, me abalei muito com a situação, mas daqui em diante, te prometo que vou reconstruir a minha vida, a sim, antes que pergunte “mas você não tem família?” quero dizer que tenho e que minha família não mora comigo, essa é uma das minhas motivações de não desistir.  

Obrigada por me deixar dividir essas palavras. "
34ª Edição Cartas - Bloínquês

quinta-feira, 3 de março de 2011

Mulher maravilha.



               Mais uma vez, ali eu estava, com o meu rosto repleto de lama, de sujeira, restos de guerra. Caída no chão em lágrimas. Apenas, mais uma memória que continuava na minha mente, havia lutado por um país, visto dezenas de crianças serem dilaceradas perderem a família, tentei por muito pouco tempo, salvar algumas delas, dizer que estava ali para ajudá-las, diferente daqueles que apenas as viam, e atiravam incansavelmente nelas, não se importavam se tinham família, apenas queriam ver sangue.
Felizmente isso havia acabado apesar da vida de tais pessoas nunca mais voltar a ser a mesma, me sinto tão frustrada por não poder salvar todos, mas sinto-me triste, pois algumas pessoas não sabem nada da realidade.
              Sentada num banco qualquer, de um avião militar, percebi que estava quase na hora de descer, mas, dessa vez eu sabia qual era o meu destino, iria encontrar minha pequena princesa, meu doce, minha motivação de continuar lutando todos os dias para viver. Minha pequena filha Isa de apenas cinco anos de idade, era um fofa, apesar de sofrer a cada instante que a mamãe aqui ia para a guerra.
              Ela me chama de heroína nas cartas, por salvar pessoas, e por não morrer, diz que sou como a “mulher maravilha”, só que da vida real.
              Mandy fechava os olhos mais uma vez, queria descansar, e deixar todo o glamour de sua filha, contagiá-la e remover de teus pensamentos a cenas de morte. Foi quando, uma luz começou a piscar, era hora do desembarque. Mandy pegou sua mochila, arrumou a roupa, verificou se sua bota não estava manchada, para não assustar a pequena Isa. Sentia-se feliz, pois iria reencontrar sua filha, seu marido, depois de quase dois anos.
              Uma mulher os guiou até a saída, como se Mandy nunca tivesse desembarcado, foi assim que uma super lotação de pessoas surgiu, fotógrafos tiravam várias fotos, procuravam por pessoas que haviam perdido algum membro para colocar como manchete num jornal qualquer.
É quando, uma simples palavra, faz surgir de Mandy um sorriso, “mamãe”.
              Quando virei o rosto, me senti tão feliz, minha pequena Isa, estava ali com seu vestidinho listrado de rosa, como ela havia crescido, como eu pude ser tão idiota, de deixar um bebê sem a mãe. Não agüentei, eu precisava chorar meu amado marido, apenas de longe observou o rosto e sentou-se no chão e começou a agradecer a Deus por eu voltar.
Éramos uma família novamente.

58ª edição visual