terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ali deixava de ser um monstro

Esforçava-se para manter o controle,para se lembrar de quem era, tentava, não correr mais aquela rua escura, tentava, não olhar mais aquelas antigas cartas, sonhava alto, gritava por clemência, queria que o destino pará-se por um momento de dizer, que ele havia errado.
Deitava no chão do quarto, sentia o medo subir e prenetrar no seu corpo á ponto de fazer  os pelos dos braços arrepiarem. Era uma sensação desagradável, toda vez, que se lembrava da sua alma saindo do seu corpo naquele dia, sentia uma sensação horrível, e desejava, muito, poder se livrar de tudo, e sair daquela maldita sela. Deixar, de ser, um prizioneiro.
Agora, com as mãos acorrentadas, com o coração quase, que, saindo pela boca, desejava, não ter segurado aquela arma, ter prendindo aquelas crianças na cama, ter feito tudo de mal, ter cometido todos aqueles pecados, sentia que, quando segurava, ou via, um rosto feliz, achava, que era preciso, acabar com tudo aquilo. Até que, tomou coragem, pegou a sua velha Colt 45 Magnum - proibida - e atirá-ra, na cabeça, daquele casal, instantaneamente, parte do cérebro, era visível. A outra, sofre-ra tantos danos, que simplesmente, a sua cabeça, tornará-se totalmente deformada.
Ria alto, por ter acabado com a felicidade de um casal de crianças, que brincavam numa rua qualquer. Mas, ao perseber, que algemas, estavam em seu braço, retomara o controle, e percebera que era um monstro.
Desejara tanto, naquele quarto escuro, ser a criança que era, mas, tirando a parte, de ter sido inúmeras vezes ofendido pelos colegas, e por isso, desejá-ra tanto, se vigar, quando cresce-se, mas mesmo tento, se vingado, nunca aliviou-se da vontade insana, de querer, matar.
Agora, lia, as cartas de um mundo inteiro, dizendo, que ele era um monstro. O que mais ele poderia dizer, além de um "me perdoe"?, tentava ser diferente, e voltar a ser o que era, não um homem cruel e assasino, mas, o homem que fora, quando tinha uma mulher, e uma filha - que morrera - sentia-se um lixo.
Ninguém, poderia o ajudar, ele desejava tanto, que sua mulher segura-se sua mão, e dize-se que estava tudo bem, mas, nada ia adiantar. Imediatamente, o homem de 23 anos, levantou-se, e num gesto violento, quebrou a cama, que se encontrava no canto escuro do quarto, e com a estaca retirada de madeira, chocou o peito junto á ela. E ali, deixava, talvez, de ser um monstro.

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