sábado, 14 de agosto de 2010

Não me importo



De certo modo, o movimento me atraia, não me importava muito, em ter discutido com a minha familia, eu precisava correr um pouco, mesmo que todas as lágrimas agora caíssem por que, eu disse a todos que iria embora, para morrer. Eu corria envolta do parque, sim, próximo dali havia uma ponte, eu precisava subir nela. 
Perdia o fôlego, mas eu precisava, estava subindo a ponte, precisava correr mais rápido, cheguei ao topo. Sim, eu vou atravessar as grandes. Há, como essa sensação é agradável, mesmo que eu tenha perdido um pouco de ar, e mesmo que eu esteja fedendo de suor, eu estou melhor.
Droga, as lágrimas não param de escorrer do meu rosto, eu preciso relaxar. Ninguém, entende que eu preciso ser feliz, que eu preciso viver um pouco, mesmo que seja em outra cidade, eu quero seguir esse rumo, não me importo muito, que minha familia diga que eu não vá ter futuro, eu sei que vou ter, mesmo que seja pequeno.
O movimento da água está tão sutil, só isso para me deixar calmo. Maldição, utimamente as pessoas só pensam em lucrar, e ter uma base sólida e perfeita em casa, olhe, aquela cidade, nem ao menos consigo ver as estrelas, maldição, eu quero viver um pouco. Tenho que respirar um pouco, certo, eu perdi minha irmã mais velha, quando tinha 12 anos de idade, mas, a culpa não é minha se ela seguia rigorosamente, todas as regras em casa, o problema, é que, sempre que discuto com todos em casa, me lembro tanto dela, ela era tão perfeita, fazia tudo certo, e ainda me dava conselhos. Eu preciso dela.
O rapaz, olhou por alguns instantes o movimento do mar, se soltou das grades, limpou o rosto, tirou a carteira do bolso, e de lá tirou uma foto, colocou-a no bolso, jogou a carteira no chão e pulou na água, sim, o rapaz não sabia nadar.
 

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