sábado, 3 de julho de 2010

Fugir.

(foto: Jorge Nelson Alves)

Fugir do mundo capitalista, da ditadura, da modernidade, da urbanização, do barulho, das entrigas, das brigas, das conversas "perigosas", dos problemas. Fugir, de tudo.
Abrir os olhos, derramar lágrimas, bocejar um pouco, querer que o mundo pare. Desejar que algo aconteça mas que você não provoque. Fugir do complexo mundo. Olhar no fundo dos olhos de alguém e dizer toda a verdade, desejar fugir um pouco, que ninguém te procure, desejar realizar todas as tarefas, mas fugir de todas as obrigações, fugir e deixar de ser, por um instante, ser humano.
Querer impor mais, as suas vontades, desejar que não seja contrariado, querer que o mundo te entenda, mas nada funciona, deitar na cama, olhar para teto, esperar, e novamente, fazer e realizar tarefas. Obrigações. Fugir, de tudo. É o que eu quero.
Deitar num lugar queto, fugir do barulho; sorrir amargamente para alguém, e fugir da reação dela; chorar por um coração partido, e fugir dolorosamente do sentimento; machucar a mão, mas fugir do perigo.
Deixar-se levar, pela vontade de querer viver, deixar, de ouvir e de escutar regras, chega, eu não quero chegar aos 30 anos, ouvindo sempre as mesmas coisas, eu quero mudar, eu quero fugir, eu quero pensar, eu quero deixar de ser, um ser humano.
Eu quero, deitar e desenhar um pouco, e tentar viver num mundo, em que eu possa fugir.


p.s: estava sem criatividade, mas queria escrever.

3 comentários:

N. Sawada disse...

gostei ^^
tbm tenho essas vontades as vezes
...

tamara furlan disse...

adorei o blog, e o texto, estou seguindo!

eu me vi no seu texto, me identifiquei muito. eu tambem nao quero chegar nos 30 ouvindo sempre a mesma coisa.

parabens <3

Lií disse...

=D. que bom que gostaram. *-*. Sim eu quero mudar meu mundo, e quero muitas vezes sumir.