quinta-feira, 13 de maio de 2010

Estrelas.

Elas tem tanto para nos contar, não param de brilhar. São tão exuberantes, profundas, brancas, incríveis.
Se eu pudesse, viajaria pelo espaço, para contar todos os meus segredos, só para elas, e elas retribuiriam, diriam tudo para mim.
Eu sei que elas escondem, o futuro, deixam nossos pensamentos vagos, sem mais nem menos. Queria deitar em uma delas, e ficar lá, olhando o mundo, o nada, o escuro, queria chorar um pouco, queria que elas tivessem braços para poderem secar minhas lágrimas, queria, que elas falasem para me apoiarem nos momentos dificeis, queria, que elas, me acompanhasem o tempo todo, para onde quer que eu fosse.
Queria tanto, que elas dessem pistas sobre o que vai acontecer daqui para frente, se há vida em outros planetas, queria, que elas dessem tantas pistas, e mostrasem ao homem, que nem tudo é dinheiro, que não precisamos poluir tanto, queria, que elas falasem, queria tantas coisas delas.
Talvez, elas sejam um pouco do verdadeiro de cada um, talvez, elas guardem nossos segredos, e guardam os seus com as outras.
E quem sabe, as estrelas cadentes aparecem para nos responder, para dizer para nós que não estamos sozinhos, que elas, sempre vão estar do nosso lado, em qualquer situação.
E quem sabe, um dia, elas respondam de uma forma mais cruel, quem sabe, elas mostrem a verdade do mundo para os humanos, quem sabe, elas destruão o que já não existe mais, quem sabe, elas fiquem com raiva, de acabarmos com o que mal temos, de desperdisarmos nosso raciocinio para descobrir coisas sem lógica.
Ou, simplesmente, elas deixem tudo de lado. Ou, não ligam para o que pensamos. Ou, elas só esperam o melhor de nós, pois sabem, o que podemos fazer.
Eu era criança, e deitava na varanda, conversava com as estrelas, era a minha única forma, de me abrir com "alguém". Hoje, eu já tenho medo delas.

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