domingo, 30 de maio de 2010

Beber.

Era o que me tornava diferente dos outros, era o que me alegrava enquanto andava sozinho á noite, era o que me tornava forte, e desejado, era o que me fazia vencer os medos, era o que eu dizia, até que um dia, eu morri. Meu coração parou, a bebida vazou da minha boca, meus olhos estavam brilhando, de puro explendor, meu coração batia cada vez mais lento, até que, chegou meu fim.
O mundo se virou contra mim, dizendo que eu era louco, mas eu só queria viver um pouco, eu bebia para parar com a dor, para dizer que era feliz, e fazer tudo que eu sempre quiz. Eu bebia, por que não queria te ver nos braços de outro, eu bebia por que queria sofrer sozinho, eu bebia, para criar meu mundo de próprio calor.
Mas, um dia eu morri, por que eu deixei isso me consumir, eu me tornei, um alcoolatra, sem rumo e sem sentido, eu morri, por dentro, já não sabia mais quem eu era, eu batia na minha mulher, gritava com meus filhos, odiava minha vida, mas a bebida me tornava feliz.
Mas um dia eu morri, por que, todos me deixaram, eu me tornei um louco, só a bebida me ajudava, até que um dia, me tiraram ela também, e eu voltei a viver, por que, meu coração voltou a bater, por alguém, que me dizia para parar de beber.
Eu me tornei mais vivo, e me senti mais feliz, mesmo, que por alguns instantes, acontececem coisas que me deixasem tristes, eu não recoria para a bebida, simplesmente, eu sentava na mesa, ligava o computador, e voltava a escrever, aquela era minha vida, minha felicidade, a bebida, agora tinha me abandonado, e eu estava feliz.

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